09 jun Gravidez Ectópica
Denomina-se gravidez ectópica aquela em que a implantação e desenvolvimento embrionário ocorrem fora da cavidade endometrial. Na maior parte dos casos esse processo ocorre nas tubas uterinas.
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Essa condição é pouco frequente e atinge cerca de 1% das grávidas, sendo que os principais fatores de risco para seu desenvolvimento são: antecedente pessoal de gestação ectópica, cirurgia tubária prévia, episódios de infecção e inflamação dos órgão pélvicos, gravidez após procedimentos de reprodução assistida.
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O diagnóstico é realizado pela anamnese e exame clínico, combinado à dosagem do Beta-HCG e do exame de ultrassonografia. Os sinais e sintomas mais frequentes são o atraso menstrual, dor abdominal e sangramento vaginal.
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Diagnóstico precoce dessa condição é extremamente importante para possibilitar o tratamento imediato e assim, impedir suas complicações.
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A complicação mais grave é a hemorragia intra-abdominal pela ruptura da tuba uterina que, se não for rapidamente diagnosticada, pode levar à morte da paciente.
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O tratamento dos casos de gestação ectópica é, na grande maioria dos casos, cirúrgico, sendo a videolaparoscopia a modalidade de escolha.
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O que fazer pós gravidez ectópica?
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O ideal é que a mulher tenha acompanhamento psicológico para que os danos emocionais sejam os menores possíveis.
É importante destacar que na maioria dos casos é possível engravidar naturalmente após essa condição. No entanto, é imprescindível a realização de acompanhamento médico, para investigação de possíveis anormalidades nas trompas, infecções e inflamações que dificultem o caminho do embrião até o útero.
Para saber sobre as recomendações da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de São Paulo (SOGESP) sobre gestação ectópica, CLIQUE AQUI
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